Depressão Filomena

Filomena, a beleza da tua rebeldia camuflou a apatia do mundo moderno.

Acordei com um manto branco na minha rua. Viajei sem sair de casa.

A neve reduziu a liberdade ao essencial. Saber esperar voltou a ser um dom.

Assim festejei o meu dia. Esta celebração anual foi diferente de todas as anteriores.

Filomena, agradeço-te a surpresa mas ansiava pelo regresso dos meus dias simples.

Relembrei-me que gosto da minha vida. Foi essa a tua prenda.

Filomena, és ruim. Devastaste as árvores com o teu peso. Rachaste a madeira que vestia de verde os cantos cidade. 

O teu branco imaculado foi uma alegria passageira.