Meia Maratona de Lisboa 2018 – Uma crónica tardia


11 de Março de 2018, o dia em que a “Meia da Ponte” passou a “Meia do Eixo Norte Sul”. Já lá vamos.

Por acaso da fortuna tive a felicidade de poder correr pela equipa Sporting Corporate, representando o BPI. O programa das festas incluía encontro no estádio de Alvalade, transporte até à partida e no regresso bem como banhos e repasto pós-prova (que não usufrui). Não podia desperdiçar a oportunidade de juntar o atletismo com a paixão pelo grande Sporting Clube de Portugal, pelo que a ameaça de saraivada não foi suficiente para me demover da empreitada de 21Km.

O dia levantou-se chuvoso como previsto e lá me dirigi ao estádio para levantar o dorsal que incluía uma surpresa com a oferta de camisola do Sporting. Depois das burocracias, troca de impressões com outros participantes e fotos de família lá nos dirigimos ao Eixo NS. A logística de corrida a iniciar no Eixo NS é mais simples do que a partida de Almada, embora possa ter sido um desapontamento especialmente para “maraturistas” estrangeiros, que teriam o incentivo extra de atravessar o rio e apreciar Lisboa vista da outra margem.

Face às previsões tempestuosas, considero sensata a decisão de alterações à corrida. O vento forte e imprevisível seria um risco para a turba no cimo do tabuleiro da ponte.

Em relação à prova: tinha treinado o suficiente para não ser empresa demasiado penosa, pese embora o temporal não fizesse ambicionar grande marca pessoal.

Ainda não tinha contado 2 Km depois da partida e cai a primeira carga de água, naturalmente para garantir que toda a gente refrescava. Fui mantendo o meu ritmo consistente mesmo na parte mais penosa da corrida, depois da viragem no Cais do Sodré, sempre com forte vento contra até à viragem final. Ainda antes desta viragem para o último troço que nos conduziria à meta, pelo meu quilómetro 16, cai uma chuva torrencial e vento que quase impediam de correr. Verifico após a corrida que o registo dos batimentos cardíacos disparou nessa altura, de facto foi agressivo ao ponto de quase ser difícil respirar em condições. Muito muito muito duro.

Cerrei os dentes e continuei como pude até à meta. Dever cumprido em 1 hora e 44 minutos.

No final de tudo, encharcado até aos ossos, com frio e fome é impossível não deixar de questionar: o que nos move, afinal?

PS1 – após a corrida estive cerca de um mês sem correr com problemas gástricos que ainda não estão 100% ultrapassados. Daí a pouca vontade de falar de corrida e do atraso nesta crónica

PS2 – esta corrida e a organização estão cada vez mais pobres. Prova cara, T-shirts sem qualidade, pouca animação no percurso (só me lembro de ver um (1!!!) palco com música…), etc